quarta-feira, 26 de março de 2014

Casal faz campanha por exame após perda de bebê

Uma tragédia que poderia ter sido evitada com um simples exame, o exame de cultura do estreptococo B (streptococcus B), feito em gestantes. Sem ele, o filho do casal Alexandre Marcon e Daniela Tiengo Bugno, que nasceu com 3,4 quilos e supersaudável, em 7 de janeiro deste ano, contraiu uma infecção e morreu no dia seguinte. Agora, apesar da dor, eles decidiram que vão lutar para que essa história não se repita.

O pré-natal de Daniela foi normal e ela fez todos os exames pedidos pelo médico.
 
O casal vive em São Paulo, mas Daniela, que é piracicabana e tem família aqui, escolheu a cidade para ter seu filho. Com a filha do casal, de 9 anos, foi assim também.
 
No dia 6 de janeiro deste ano, ela chegou para uma consulta de rotina - estava com 38 semanas de gestação -, mas o médico perguntou se ela não queria ficar, já que estava com dois dedos de dilatação.
 
"Ele disse que ia nascer até as 7h do dia seguinte", lembra Marcon. Daniela foi internada e teve seu filho à 1h39 do dia seguinte, 7 de janeiro. Era um bebezão, com 3,4 quilos e 50 centímetros. Duas horas depois o neném estava no quarto.
 
"Comentei com ela: ´nossa, parece que esse bebê já tem uma semana`.
 
Aí entrou um pediatra e comentou que o neném não era 9, era 10 (nota que os médicos dão para dimensionar a saúde da criança)", lembra Marcon.

Drama

Poucas horas após o parto, o casal achou o comportamento do menino estranho, já que ele não chorava, apenas resmungava.
 
"Coloquei para mamar, ele não quis", disse Marcon.
 
Após o banho, por volta das 6h, Daniela tentou alimentá-lo, mas ele não quis. 

Uma enfermeira chegou no quarto, pegou o bebê, viu que ele estava babando e decidiu levá-lo para a enfermaria. Isso aconteceu por volta das 11h. 

Daniela foi informada que o bebê vomitou e estava com falta de ar.

"Achamos que era um negócio bobo. Aí é que começou a história", disse Marcon.
 
O médico pediu exames, de sangue e raio X.
 
"Quando veio o resultado já tinha trocado o pediatra, e ele disse que o bebê estava com uma infecção muito forte", contou Daniela, em meio a lágrimas.

Os dois lembram que pessoas entravam no quarto e faziam perguntas. 

"Queriam ouvir que o problema dela tinha ocorrido antes do parto", acredita Marcon. "Fizeram perguntas do tipo ´ela chegou com a bolsa estourada? Demorou para nascer?`.
 
Aí uma pediatra deixou escapar: `Ele (o médico obstetra) pediu o exame de estreptococos B?`
 
"Gravei a palavra", contou Marcon. "´Ah, não pediu, não fez?`
 
A cara dela dizia: ´não acredito que isso aconteceu aqui dentro!`", continua ele. 

Segundo Marcon e Daniela, eles nunca ouviram falar do exame, mas descobriram depois que em São Paulo todos conhecem. 

Daniela lembra do momento em que os médicos decidiram levar o filho deles para a UTI, porque o caso era grave.
 
À meia-noite mandaram chamar o casal para ver o bebê e Marcon estranhou a movimentação de médicos e enfermeiros, que olhavam de forma estranha para eles.
 
Na UTI, Marcon tranqüilizou Daniela, dizendo que o bebê estava forte e iria sair dessa, mas desabou quando a médica disse que o caso era grave, que a bactéria é contraída na saída do parto e que poderia provocar sequelas, como cegueira e surdez, entre outras.
 
"Quando foi 3h, chamaram a gente e já fui sabendo que tinha ele tinha morrido", emociona-se Marcon.

Campanha

O comerciante não quis fazer o velório do filho e, intrigado, já começou a estudar o caso em sites especializados e confiáveis. Descobriu que um simples exame poderia ter evitado toda a dor.
 
"A cooperativa não orienta os médicos a pedirem esse exame", denuncia. "Se a mulher tiver, uma hora antes é aplicado um antibiótico para inibir as bactérias; se o bebê pegar, o tratamento entra na hora e ele fica bem", diz.

Marcon também reclama do comportamento estranho de alguns funcionários do hospital.
 
O vídeo do nascimento do filho, após a morte, foi tirado do ar.
 
Duas semanas depois, quando Daniela foi buscar os exames do bebê, entre eles o do pezinho, eles não encontraram.
 
"Disseram que poderia estar nos arquivos", conta Daniela. "Nunca coloquei ninguém na Justiça, mas quando ela falou dessa negativa, pensei em colocar. Mas quando vim falar com o médico, me desarmei", recorda Marcon, sobre o encontro com o obstetra 40 dias depois.
 
"Perguntei: ´doutor, o que aconteceu?` Ele ficou sentido mesmo, vi que ele estudou para salvar vidas e por isso não quis citar o nome dele nem o da cooperativa médica", diz ele, que foi informado pelo médico que em Piracicaba não é costume pedir esse exame.
 
"Ele está carregando a culpa e aprendeu. Eu entendo que se o médico é conveniado à cooperativa, ela tem de fazer uma portaria exigindo o exame", afirma.

Com o objetivo de conscientizar gestantes, médicos, cooperativas e convênios médicos e a população em geral, o casal agora inicia uma campanha, com anúncio em jornal, outdoors e por meio da distribuição de panfletos informativos.
 
Um dos textos diz: “Você gestante desta cidade! Seu médico lhe pediu o exame de cultura de Streptococcus B? O famoso exame do cotonete? Ele é simples e indolor, o que dói é não fazer. Por falta dele, mamãe e eu estamos de luto. Recado dado!”.
 
"O que eu quero é que uma gestante fale que fez o exame porque viu a propaganda", enfatiza o comerciante, que começou a campanha em Piracicaba.

"O que eu quero passar é que não é um problema com o qual a gestante deve se preocupar. Ela só tem de saber que tem e fazer o tratamento rápido", lembra.

"Quando falam de um neném morreu um dia depois do parto, todo mundo pensa em um neném prematuro, que não nasceu saudável. Mas ele nasceu saudável, recebeu nota 10 do pediatra", enfatiza, Marcon.

Grave

Segundo o ginecologista e obstetra Gilberto Pettan, o estrepetococo do grupo B, ou streptococcus agalactiae (EGB), é considerado o agente causador de graves infecções neonatais. 

"Pode manifestar-se como pneumonia, meningite, osteomielite, septicemia e óbito neonatal", esclarece o médico. 

De acordo com o obstetra, o sistema genital feminino é um importante reservatório desse microorganismo e a prevenção reduz substancialmente as infecções neonatais causadas por ele.
 
"O método de rastreamento é baseado na cultura de secreção vaginal e retal, entre a 35ª semana e 37ª semana de gestação, para todas as gestantes, principalmente as que têm histórias de partos prematuros", observa Pettan.

De acordo com Pettan, quem deve fazer a solicitação são os próprios obstetras, mas médicos de outras especialidades também podem fazê-lo, se necessário.
 
Antibióticos 

O obstetra Gilberto Pettan esclarece que quando os exames de cultura de estreptococos B (EGB) dão resultado positivo o tratamento é feito com antibióticos.
 
"Quando a cultura para EGB não é realizada ou desconhecida, recomenda-se o uso de antibióticos profiláticos (preventivos) quando existirem os seguintes fatores de risco: trabalho de parto com menos de 37 semanas de gestação, rotura das membranas ovulares há 18 horas ou mais, temperatura materna intraparto maior ou igual a 38º C", explica o obstetra, que alerta: "O parto cesárea não previne a transmissão materno-fetal do EGB em pacientes colonizadas, já que a bactéria pode penetrar através das membranas íntegras", observa.

Por: iG Paulista - 24/03/2014 - 11h42 | 
Eleni Destro | igpaulista@rac.com.br

Fonte: http://correio.rac.com.br/_conteudo/2014/03/ig_paulista/162753-casal-faz-campanha-por-exame-apos-perda-de-bebe.html

segunda-feira, 10 de março de 2014

Cordão umbilical: médico que curou Gianecchini aconselha mães a congelar

Vanderson Rocha, especialista em células-tronco, indica essa opção para famílias com históricos de doenças graves, principalmente câncer.


O tratamento com células-tonco pode salvar vidas, e isso já foi provado. Reynaldo Gianecchini usou o procedimento na sua luta contra o câncer e teve sucesso. Para esclarecer as dúvidas sobre o assunto, o Mais Você recebeu o especialista Vanderson Rocha , responsável pela cura do ator.

Na Casa de Cristal, ele relatou como trata os pacientes em casos graves como o de Giane: “Quando a gente vai explicar, é um processo sofrido, a gente está do lado do paciente. É claro que eu sempre dou as porcentagens, mas digo que, para mim é sempre 100%. A gente está junto nesta batalha, não só eu, são várias pessoas, várias equipes. “

Especificamente em relação ao ator, ele contou o que sentiu: “É uma responsabilidade, mas uma responsabilidade por todos os pacientes, não só porque ele era o Reynaldo Gianecchini”, disse. O médico ainda explicou quais os tipos de transplante: “Você pode usar as células-tronco da medula óssea, do sangue periférico - que foi o caso do Reynaldo - , ou o sangue do cordão umbilical. Existem outros tipos de células-tronco - que são as embrionárias -, tem de cartilagem, de músculo, de neurônio”, disse.

Congelamento do cordão umbilical

Muitas mães têm dúvidas na hora de armazenar ou não seu cordão umbilical para um futuro tratamento da doença. O médico aconselhou: “Nos casos de família com doenças graves, principalmente câncer, que têm algum histórico familiar, eu recomendo congelar. Nos outros casos, sabendo que a possibilidade é mínima na atualidade, acho que depende da opção da família.”
Ele ainda comentou a vantagem que o cordão tem sobre os outros procedimentos: “A vantagem do sangue de cordão é que não precisa de um doador completamente compatível, porque as células ainda são imaturas e elas cabem em transplantes incompatíveis. Os 130 bancos de sangue de cordão no mundo são interligados. O sistema brasileiro de transplante faz a imediação entre todos os locais do mundo. Todo o processo, busca e enxerto é pago pelo governo brasileiro”, enfatizou.

Fonte: http://goo.gl/3pObeU

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014



Experiência do RS foi feita em animais e teve 50% de êxito no tratamento de tecidos e nervos

Jornal do Brasil
Maria Luisa de Melo

Uma pesquisa genuinamente brasileira, que teve seus resultados concluídos esta semana, revelou que a chance de regeneração de tecidos, órgãos e cartilagens por meio de células-tronco chega a 50%. O trabalho foi desenvolvido pela estudiosa Patrícia Pranke, coordenadora do Laboratório de Hematologia e Células-Tronco da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O trabalho foi feito junto com outros 20 pesquisadores.

Conforme explicou Patrícia, o objetivo do trabalho desenvolvido nos últimos anos foi investigar qual a probabilidade da regeneração de vasos e nervos usando a nanotecnologia. Os testes foram feitos em porcos que tiveram os focinhos e a faringe lesionados. Ambas as partes do corpo foram reconstruídas com a técnica em 50% dos animais.

Os resultados, segundo a pesquisadora, apontam que há grandes chances de reconstruções de órgãos humanos. Assim, testes em humanos devem ser realizados nos próximos meses. Há grande expectativa da equipe de pesquisadores da UFRGS de que os resultados verificados nos animais sejam os mesmos em humanos. Assim, há chance da técnica ser adotada na rede de saúde do Brasil.


Equipe do laboratório de Hematologia da UFRGS participa de pesquisa

"Com o bom resultado que notamos, temos que testar mais em animais para depois pensarmos em pedir autorização do comitê de ética em humanos. No caso dos bichos, a pesquisa mostrou que a técnica é perfeitamente capaz de refazer a laringe, por exemplo. Ou seja, em casos de laringectomia para tratamento de câncer, há uma chance de reconstrução através das células-tronco. Isso é muito positivo para os pacientes brasileiros", destaca a pesquisadora.

Barateamento para rede pública

Apesar de a pesquisa ainda não ter sido feita em humanos, os pesquisadores já falam em usar a técnica em larga escala, na rede pública de saúde de todo o Brasil.

"Tudo depende dos testes que temos nos próximos meses, com humanos. Mas a nossa expectativa é de que o trabalho seja levado para o maior número de pessoas possível. Tudo depende também da matéria prima a ser usada. A base desta técnica são os polímeros (tipo de resina). Podemos usar polímeros mais baratos ou mais caros. Ainda estamos pesquisando quais as melhores matérias-primas", pontua Patrícia.

Fonte:http://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/noticias/2013/05/28/pesquisa-brasileira-prova-que-celulas-tronco-sao-capazes-de-reconstruir-orgaos/?fb_action_ids=609568535774842&fb_action_types=og.recommends&fb_source=other_multiline&action_object_map=%5B176816159145955%5D&action_type_map=%5B%22og.recommends%22%5D&action_ref_map=%5B%5D

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Brasil tem o 1º caso de sucesso de Esclerose Lateral Amiotrófica com células-tronco


HELOISA ARUTH STURM - Agência Estado
As conquistas do agrônomo Henrique Dias, de 68 anos, podem servir de esperança para portadores da esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma rara doença neurodegenerativa que atinge um em cada cem mil habitantes. Dias é o primeiro brasileiro a passar por um bem-sucedido tratamento que regrediu a enfermidade, usando células-tronco. A boa notícia, no entanto, deve ser vista com cautela, advertem os especialistas, uma vez que o procedimento ainda é experimental e demanda mais um ou dois anos de pesquisas antes que se comprove a eficácia e sejam cumpridos todos os requisitos para que o método seja autorizado.


"A melhora é lenta, mas o tratamento deu certo. É um negócio muito novo, mas para mim foi ótimo", diz Dias, que em 2006 foi diagnosticado com a síndrome e antes do procedimento não conseguia falar nem se locomover. Os resultados do estudo inédito conduzido pelos hematologistas Adelson Alves e Elíseo Joji Sekiya foram apresentados nesta semana durante o Congresso Internacional de Terapia Celular, realizado na Nova Zelândia.

Dois fatores principais contribuíram para o sucesso da nova técnica. O primeiro deles foi a escolha da matriz no organismo para a retirada celular. Ao invés de usar células hematopoéticas (extraídas da medula óssea), os pesquisadores escolheram as células mesenquimais (presentes no tecido adiposo e no cordão umbilical), que são a aposta para o tratamento de doenças autoimunes como diabetes, mal de Alzheimer e esclerose múltipla.

Assim, fizeram uma minilipoaspiração no abdome do paciente para coletar a gordura e cultivaram as células no laboratório, um centro de pesquisas de terapia celular que também possui banco de armazenamento de células do cordão umbilical. A segunda inovação foi o método de infusão das células-tronco no corpo do paciente. Em vez de injetá-las na veia, optaram pela via raquimedular, por meio do liquor (liquido do cérebro), diretamente no sistema nervoso.

Para iniciar o tratamento, foram necessárias autorizações do Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e da Justiça. A permissão ocorreu sob o argumento do "uso compassivo", quando não há tratamento convencional disponível para um paciente em estado terminal e se permite o acesso a remédio ou técnica que esteja em fase ainda experimental. A ELA é uma enfermidade progressiva e fatal, caracterizada pela degeneração dos neurônios motores, que são as células do sistema nervoso central controladoras dos movimentos voluntários dos músculos.

"Na época do diagnóstico foi um choque porque disseram que ele teria um ano de vida. Quando surgiu a chance de fazer o tratamento, ninguém teve dúvidas", disse um dos três filhos do agrônomo, o administrador Renato de Souza Dias. "Meu pai sempre se colocou à disposição, mesmo sabendo que era experimental e sem garantia de resultados."

A primeira infusão foi feita em janeirode 2012. Nos seis meses seguintes, a equipe avaliou a segurança do procedimento, monitorando se o paciente apresentava alguma reação ou efeito colateral indesejado. Passado esse período, foram realizadas outras duas infusões, num intervalo de 30 dias.

Pouco tempo depois do início do procedimento brasileiro, pesquisadores norte-americanos conseguiram aprovação da Food and Drug Administration (FDA, a agência reguladora de fármacos nos Estados Unidos), para selecionar 25 pacientes para iniciar os estudos da técnica na Clínica Mayo, em Rochester, Minnesota. Agora, os cientistas do Brasil e dos EUA estão em contato para compartilhar as experiências adquiridas.

Atualmente, Dias conversa, caminha com ajuda, atende o celular e consegue segurar pequenos objetos. "O principal resultado é que ele parou de piorar", diz o filho. Os resultados foram tão animadores que o hematologista deve pedir nova autorização ao Conep para realizar o procedimento em outros dez pacientes. "Houve melhoria significativa em relação ao quadro que ele estava, e isso foi muito animador para nós pesquisadores", disse Alves. "Esse foi um caso excepcional, mas existe essa luz no fim do túnel. É um indício de que estamos no caminho certo."

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/geral,terapia-com-celula-tronco-contra-esclerose-tem-sucesso,1025937,0.htm

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Amor de pai é uma das principais influências na personalidade humana

Branco, negro, gordo, magro, católico, protestante, rico, pobre. Não importa quantos fatores sociais, econômicos, culturais ou religiosos difiram entre as pessoas, nós todos temos algo em comum: viemos ao mundo graças a um pai e uma mãe, e o amor deles por nós faz toda a diferença na nossa vida.
Segundo um novo estudo, ser amado ou rejeitado pelos pais afeta a personalidade e o desenvolvimento de personalidade nas crianças até a fase adulta. Na prática, isso significa que as nossas relações na infância, especialmente com os pais e outras figuras de responsáveis, moldam as características da nossa personalidade.
“Em meio século de pesquisa internacional, nenhum outro tipo de experiência demonstrou um efeito tão forte e consistente sobre a personalidade e o desenvolvimento da personalidade como a experiência da rejeição, especialmente pelos pais na infância”, disse o coautor do estudo, Ronald Rohner, da Universidade de Connecticut (EUA). “Crianças e adultos em todos os lugares tendem a responder exatamente da mesma maneira quando se sentem rejeitados por seus cuidadores e outras figuras de apego”.
E como elas se sentem? Exatamente como se tivessem sido socadas no estômago, só que a todo momento. Isso porque pesquisas nos campos da psicologia e neurociência revelam que as mesmas partes do cérebro que são ativadas quando as pessoas se sentem rejeitadas também são ativadas quando elas sentem dor física. Porém, ao contrário da dor física, a dor psicológica da rejeição pode ser revivida por anos.
O fato dessas lembranças – da dor da rejeição – acompanharem as crianças a vida toda é o que acaba influenciando na personalidade delas. Os pesquisadores revisaram 36 estudos feitos no mundo todo envolvendo mais de 10.000 participantes, e descobriram que as crianças rejeitadas sentem mais ansiedade e insegurança, e são mais propensas a serem hostis e agressivas.
A experiência de ser rejeitado faz com que essas pessoas tenham mais dificuldade em formar relações seguras e de confiança com outros, por exemplo, parceiros íntimos, porque elas têm medo de passar pela mesma situação novamente.
É culpa do pai, ou é culpa da mãe?
Se a criança está indo mal na escola, ou demonstra má educação ou comportamento inaceitável, as pessoas ao redor tendem a achar que “é culpa da mãe”. Ou seja, que a criança não tem uma mãe presente, ou que ela não soube lhe educar.
  • Como o amor de mãe muda o cérebro do filho
Porém, o novo estudo sugere que, pelo contrário, a figura do pai na infância pode ser mais importante. Isso porque as crianças geralmente sentem mais a rejeição se ela vier do pai.
Numa sociedade como a atual, embora o nível de igualdade de gênero tenha crescido muito, o papel masculino ainda é supervalorizado e muitas vezes vêm acompanhado de mais prestígio e poder. Por conta disso, pode ser que uma rejeição por parte dessa figura tenha um impacto maior na vida da criança.
Com isso, fica uma lição para os pais: amem seus filhos! Homens geralmente têm maior dificuldade em expressar seus sentimentos, mas o carinho vindo de um pai, ou seja, a aceitação e a valorização vinda da figura paterna, pode significar tudo para um filho, mesmo que nenhum dos dois saiba disso ainda.
E para as mães, fica outro recado: a próxima vez que vocês forem chamadas à escola por causa de algo que o pimpolho aprontou, tenham uma conversa com o maridão. Tudo indica que a culpa é dele! Brincadeiras à parte, problemas de personalidade, pelo visto, podem resolvidos com amor de pai. E quer coisa mais gostosa?
Fonte: http://hypescience.com/amor-de-pai-e-uma-das-principais-influencias-na-personalidade-humana/

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

COMO TER UMA VIDA A 2 DEPOIS QUE SE É 3

O baby chega e aí, junto com ele, uma alegria sem tamanho, mas também muito cansaço, entrega, correria e até desespero. Com o tempo, bem aos pouquinhos, as coisas vão entrando nos eixos, a gente vai acostumando com o novo serzinho e a nova rotina, mas parece que tem uma coisa que teima em ficar um pouco esquecidinha: a vida a dois.

Sim, é só um bebê nascer que parece que o romantismo do casal fica do lado de fora da casa. Primeiro, é porque o cansaço e a falta de tempo tomam conta de tudo, depois porque a gente só tem olhos para o filho e, por fim, porque a gente vai acostumando com essa vida de pais e esquecendo que a vida de casal também existe.

Por isso, resolvi fazer o post de hoje. Para chamar atenção para essa questão tão comum e delicada que, muitas vezes, por falta de um pouquinho de boa vontade a gente acaba esquecendo de cuidar.

Abaixo, trago para vocês algumas dicas bem simples, bem básicas, BEM ÓBVIAS até, mas que parece que a gente tem que ler em algum lugar ou ouvir de alguém para conseguir pôr em prática.

Aproveitar o tempo que o bebê dorme: sim! Essa é a mais simples e óbvia de todas. Assim que o bebê dormir, aproveitem para se curtir a dois. Nessa hora, dá para curtir o maridão sem peso na consciência e até preparar alguma surpresinha simples: preparar um jantar que ele gosta, pegar um filme para verem juntos, tomarem um vinho, blá, blá, blá…

Redescobrir programas que vocês gostam de fazer a dois: eu adorava ir ao cinema, só que com um filhote em casa isso ficou mais complicado. A alternativa foi começarmos a ver filmes e séries em casa. Aí, continuo fazendo algo que gosto só que de uma forma um pouco diferente. O mesmo vale para jantares. Se vocês gostavam de sair para jantar fora, que tal agora pedir algo e comer em casa mesmo ?

Criar uma rotina do casal: antes de termos filhos sempre ouvimos que não podemos cair na rotina. Pois eu digo: depois que os filhos chegam, o que temos que fazer é justamente criar uma rotina. Precisamos fazer isso para não corrermos o risco de simplesmente esquecermos de fazer coisas a dois, só envolvidos com o filho. Aqui, temos a rotina de ver filmes ou seriados toda sexta à noite e, aos sábados, sempre que dá, chamar alguém para jantar conosco. Assim, nos divertimos sem atrapalhar o sono tranquilo do Léo (séries se encaixam perfeitamente nessa dica. Pois como elas são longas e viciantes elas ajudam a criar essa tal rotina).

Aproveitar toda e qualquer ajuda: feliz de quem tem avós morando perto. A minha mãe mora no RS, mas minha sogra a poucas quadras da minha casa. Sempre que temos algum evento especial à noite, o Léo é despachado para lá e pegamos ele quando retornamos ou só no dia seguinte. Assim, saindo para fazer programinhas gostosos e da nossa antiga vida pré-filhos dá uma suuuuuupppperrrr animada na vida a dois. Super indico! Ah, e é claro que os avós amam!

Contratar ajuda de confiança: quem não tem avós para contar, ou prefere não ter o trabalho de tirar o pequeno de casa, pode recorrer à ajuda de uma pessoa de confiança (a famosa babá ou folguista). Super vale a pena, de vez em quando, nós mães nos despreendermos um pouco dos filhotes e aceitarmos deixá-los aos cuidados de outra pessoa, desde que seja alguém que eles não estranhem. E melhor ainda se a pessoa puder ficar no dia seguinte até mais tarde, para vocês descansarem da noite anterior. :-)

Viajar: viajar a dois! Esse é um marco pós filhos que eu tenho que confessar que ainda não tive coragem de colocar em prática. Sou meio neurótica e acabei estabelecendo alguns prazos mentais para a realização de algumas coisas marcantes, como a primeira vez do Léo dormir fora de casa ou a primeira viagem só do casal, e o tempo dessa segunda ainda não chegou.

Cuidar de VOCÊ para poder cuidar de VOCÊS dois: bom, essa é uma dica que passo adianta por total experiência pessoal. Toda vez que eu cuido melhor de mim, fazendo coisas que me fazem bem e que eu curto, eu consigo cuidar melhor de nós (de mim e do marido). Fico mais leve, mais feliz, mais tranquila e mais satisfeita e isso reflete na relação a dois. E cuidar de mim/você significa fazer o que se gosta ou o que se faz necessário, como praticar exercícios, começar uma dieta , voltar a estudar, voltar a ler mais… enfim… qualquer coisa que te dê prazer e bem estar. Você se sentindo melhor, mais leve e realizada, o resto as relações como um todo se equilibram.

Fonte:http://www.macetesdemae.com/2013/12/como-voltar-a-ter-vida-a-dois-depois-que-se-e-tres.html#more-4359

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Pele artificial

Cientistas espanhóis anunciam a criação, pela primeira vez, de pele feita com células-tronco retiradas de cordão umbilical

Cilene Pereira
Na última semana, cientistas espanhóis anunciaram uma das maiores conquistas obtidas até hoje na área da engenharia de tecidos. Um time de pesquisadores da Universidade de Granada conseguiu criar uma espécie de pele artificial usando como matéria-prima básica células-tronco extraídas de cordão umbilical. O feito abre uma nova perspectiva principalmente no tratamento de queimaduras graves, algo ainda de enorme complexidade para a medicina.

Desde que foi descoberta a versatilidade das células-tronco – capazes de se transformar em diversos tecidos –, muito se especulou a respeito de seu poder de gerar pele. Até agora, no entanto, ninguém havia comprovado que células-tronco retiradas de cordão umbilical humano poderiam ser usadas com essa finalidade. Ao provar que isso é possível, os espanhóis apresentaram ao mundo a possibilidade de produção de pele artificial a partir de um ingrediente presente em material farto e disponível, o cordão umbilical, do qual podem ser extraídas as células-tronco de forma relativamente simples.
SOCORRO
Líder do estudo, Campos acredita que a nova pele poderá ser usada
para tratar pacientes que acabaram de sofrer queimaduras

Além disso, os queranócitos – as células de pele geradas a partir das células-tronco (leia mais no quadro) – podem ser estocados. Na prática, isso significa que poderão ser usados sempre que for necessário, na hora em que for preciso. “Criar esse novo tipo de pele com células-tronco e poder armazená-la nos dá a possibilidade de utilizá-la instantaneamente para tratar lesões que acabaram de ser feitas”, disse à ISTOÉ Antonio Campos, coordenador do trabalho. Hoje, uma das formas de tratar queimaduras graves é multiplicar em laboratório queranócitos tirados das vítimas e colocar o novo tecido sobre a área atingida. Esse processo, porém, leva semanas para ser concluído.

Os pesquisadores preparam um estudo para testar a eficácia da pele em humanos. No Brasil, o cirurgião plástico José de Faria, membro fundador da Sociedade Brasileira de Queimaduras, vê o trabalho com otimismo, mas ressalta que será necessário aguardar algum tempo para que o método fique disponível. “É um passo importante. Mas teremos de esperar mais alguns anos até que possa vir a ser usado na prática.”Fonte:http://www.istoe.com.br/reportagens/337159_PELE+ARTIFICIAL?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage