quinta-feira, 9 de maio de 2013

Inverno: como cuidar da pele do bebê


Todo mundo sabe que pele de bebê é sensível e precisa de cuidados especiais. A grande dúvida das mães é saber o produto certo para usar, especialmente no inverno, quando a pele tende a ficar mais ressecada.
Segundo a Dra. Silvia Zimbres, dermatologista da Doux Dermatologia, os problemas de pele são bem comuns nessa idade e a maioria desses inconvenientes são fáceis de evitar com cuidados adequados no dia a dia.
O problema de pele mais comum no inverno é a xerose, ou seja, o ressecamento da pele. “Bebês e crianças podem ter crises da chamada dermatite atópica, que se manifesta por placas vermelhas e que coçam bastante, em qualquer parte do corpo ou localizadas nas dobras do pescoço, joelhos e cotovelos”, diz a Dra. Silvia.
Os cuidados com o banho são fundamentais. A dermatologista recomenda evitar banhos muito quentes e demorados, evitar o uso de sabonetes antissépticos e o uso de esponjas ou buchas vegetais. “O ideal é dar preferência para sabonetes cremosos, lavando principalmente axilas, genitais e pés, sendo que as outras áreas devem ser lavadas apenas com a espuma de outros locais do corpo”, ensina ela.
Se a criança fizer natação, é importante tirar o cloro do corpo o mais rápido possível. Outra dica é preferir roupas 100% algodão e nunca deixar de usá-las sob malhas de lã ou sintéticas, para evitar coceira e irritação da pele.
Para evitar o ressecamento da pele, algumas crianças precisam ainda usar emolientes após o banho, especialmente os atópicos e os de pele muito seca. “Muitos bebês de poucos meses já precisam de hidratantes. O importante é usar um específico para crianças, para evitar ardência ou até mesmo irritação pelo produto”, explica a médica. Ela lembra que para bebês e crianças atópicas a uréia, principalmente acima de 5%, deve ser evitada. “Nesses casos, a orientação do dermatologista é fundamental, especialmente em casos de dermatite atópica, que pode ser grave e pode necessitar inclusive de medicação via oral para tratamento”.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Confira 10 cuidados com a pele no frio


                                                                                        Foto: Getty Images

A pele sofre com as alterações de temperatura. Nos dias frios de outono e, principalmente, nos de inverno, fica mais ressecada. O estado piora ainda mais com banhos longos e muito quentes. Por isso, nada melhor do que apostar em uma boa hidratação.
Confira abaixo dez dicas da dermatologista Paula Cabral, diretora da Clínica Hagla, no Rio de Janeiro, para cuidar da aparência e saúde do corpo:
1) Cremes para usar no inverno não precisam ser necessariamente diferentes dos de verão. Mas a hidratação deve ser mais intensiva. Quem apresenta pele seca pode aplicar produtos à base de óleo de amêndoa, aloe vera, ureia. Também são indicados hidratantes com componentes antioxidantes, como as vitaminas E, A e C. Peles oleosas necessitam das opções em forma de gel (oil-free), que cumprem a função de proteger do frio e minimizar o aparecimento de cravos e espinhas.
2) Antes de escolher um bom produto, a dica é olhar a sua composição e os princípios ativos. A médica indica três itens que fazem parte da nova geração de matérias-primas: G.P.S - Threalose (capaz de atuar sobre a membrana celular e combater a desidratação ou qualquer tipo de estresse, como variações climáticas bruscas e baixa umidade relativa), Aquaporine (melhora a circulação de água entre as células, reforça a reserva natural de água na epiderme, restaura a hidratação, maciez e elasticidade) e Laminactinet (nanodispersão de óleo de perilla em liso-fosfolipídeos, que melhoram a absorção e penetração dos ativos, além de ter ação calmante).
3) De preferência, aposte em hidratantes após o banho ou quando lavar o rosto ou as mãos.
4) A esfoliação é importante para a pele oleosa (excesso de sebo) e também para a pele de pessoas morenas a negras, que tende a adquirir aspecto acinzentado ou esbranquiçado durante processo de renovação celular. Ao remover as células antigas, a pele fica preparada para uma hidratação homogênea. 
5) É importante destacar que a hidratação é feita de dentro para fora. Portanto, beba pelo menos dois litros de água diariamente, mesmo se não tiver sede.
6) Evite banhos muito quentes e prolongados, e o uso constante de buchas, pois removem a camada que protege a pele e que ajuda a mantê-la hidratada.
7) Mesmo nos dias nublados e com chuva, o protetor solar é essencial. Aliás, existem filtros associados a hidratantes.
8) Os lábios também sofrem com a ação do frio e podem rachar e até criar feridas. Não esqueça do protetor labial.
9) Limpe sempre o rosto antes de dormir para retirar as impurezas acumuladas durante o dia e desobstruir os poros. A pele vai respirar melhor e estar preparada para a aplicação do hidratante.
10) O frio, o vento e a baixa umidade podem provocar irritações e descamações, além de doenças na pele, como dermatite atópica e dermatite seborréica, quando a pele fica seca e bem áspera. "Muitas pessoas aplicam óleo hidratante no local acreditando que o problema será solucionado, mas isso só agrava o quadro, tratado com aplicação de produtos anti-inflamatórios". Nesses casos, é fundamental procurar um dermatologista.

Autora: Patricia Zwipp

terça-feira, 7 de maio de 2013

Azia na gravidez


Ter azia na gravidez é normal porque nesta fase a digestão fica mais lenta devido ao aumento da progesterona na corrente sanguínea e os gases tendem a acumular-se no estômago, facilitando o refluxo do bolo alimentar cheio de ácido para a garganta.
Os principais sintomas da azia na gravidez são a queimação no esôfago e na garganta e aquela sensação de má digestão e para evitar este desconforto recomenda-se seguir algumas mudanças simples na alimentação como evitar comer alimentos gordurosos, ácidos, fritos, muito condimentados e bebidas alcoólicas ou qualquer outro líquido durante a refeição, comendo sempre sem pequenas porções de cada vez.

Tratamento para azia na gravidez

Como forma ideal de tratamento para azia na gravidez, recomenda-se:
  • Evitar alimentos ácidos e gordurosos como laranja, limão, tangerina, abacaxi, kiwi, acerola, tomate, mostarda, vinagre, maionese, côco, granola, nozes, café, chocolate, refrigerante, cerveja, vinho e sucos industrializados;
  • Comer mais frutas como pêra, maçã, manga, pêssego bem maduro, mamão, banana e uvas;
  • Mastigar bem todos os alimentos. Isso aumenta a produção de saliva facilitando a digestão;
  • Não deitar-se após comer, Fique sentada ou caminhe lentamente;
  • Não usar roupas apertada na barriga e no estômago;
  • Comer pequenas porções de cada vez;
  • Dormir com um travesseiro alto ou colocar um calço de 10cm na cabeceira da cama;
  • Não fumar ou evitar a exposição ao cigarro;
  • Só beber água ou outros líquidos entre as refeições.
Se na hora da refeição a grávida já estiver com azia optar por comer legumes e frutas cozidas é o mais indicado.

Remédio para azia na gravidez

Se a azia for constante ou muito forte e não aliviar com cuidados acima citados, o médico poderá indicar um remédio para azia na gravidez à base de magnésio ou de cálcio, como as pastilhas de Magnésia Bisurada, por exemplo. Mas qualquer medicamento só deve ser tomado sob orientação médica pois pode ser prejudicial para o desenvolvimento do bebê.

O que tomar para azia na gravidez

Tomar uma colher de Milanta plus é também uma das opções para acabar com a azia na gravidez, mas este como qualquer outro medicamento deve ser receitado pelo obstetra.
Nesta fase optar por remédios caseiros é sempre a melhor solução. Tomar um gole de suco de limão puro ou comer uma banana bem madura constituem ótimos remédios caseiros para azia na gravidez pois não têm contraindicações.
Apesar de não haver estudos científicos que comprovem, acredita-se popularmente que quando uma mulher têm azia na gravidez seu bebê nascerá muito cabeludo.

Autora: Tatiana Zanin (Nutricionista)

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Fique longe dos hábitos que favorecem o parto prematuro

Ter um bebê antes do tempo não envolve apenas os transtornos de correr para a maternidade quando menos se espera. Um parto prematuro envolve uma série de riscos para a saúde da criança. "A prematuridade é a principal causa de morbidade e mortalidade neonatal. Quanto menor a idade gestacional, maiores são essas cifras, assim como de sequelas no desenvolvimento físico e intelectual", explica a ginecologista e obstetra Silvia Herrera, coordenadora de medicina fetal do Salomão, Zoppi Diagnósticos.

Um nascimento é considerado prematuro quando ocorre antes da 37ª semana de gestação. Devido aos danos, se o trabalho de parto começa muito cedo, o médico tenta intervir. "Quando a gestante apresenta contrações uterinas exacerbadas podem ser utilizados medicamentos apropriados que diminuem essas contrações", conta Roberto Eduardo Bittar, professor associado do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP.

Normalmente, se ganha um tempo de 48 horas com esses medicamentos, que permitem uma terapia com corticoides para evitar algumas complicações, como uma hemorragia cerebral do feto. Em geral os partos prematuros estão relacionados a diversos fatores de risco, principalmente relacionados a hábitos de vida. Conheça os principais, para evitar que esse problema ocorra na sua gravidez.




Tabagismo

Este é um dos hábitos mais criticados em mulheres grávidas. "O fumo prejudica a circulação uteroplacentária que causa uma menor oxigenação fetal", relata Roberto Eduardo Bittar. A diminuição do oxigênio que chega ao bebê faz com seu crescimento se torne mais restrito, o que gera uma interrupção prematura da gestação, ou seja, a mulher entra em trabalho de parto antes da hora. Além disso, o tabaco reduz a inativação de um fator que está envolvido no início e na manutenção do trabalho de parto, adiantando todo o processo. De acordo com especialista em medicina fetal Silvia Herrera, o fumo que é fator de risco para o parto prematuro quando continuado ao longo dos nove meses. "As mulheres que fumam e descobrem que estão grávidas, mas abandonam o vício imediatamente no início da gravidez não correm os mesmos riscos", explica a médica.

Desnutrição

Futuras mães que não se alimentam de forma adequada durante a gravidez também colocam seus bebês em risco. Principalmente se surgirem casos de anemia durante este período. Ao consumir poucos dos nutrientes essenciais, não só a mulher se prejudica, como a criança: pode haver uma restrição do crescimento do feto também. "Isso aumenta risco de sofrimento fetal e morte, o que leva a interrupção da gestação antes do tempo", ensina a especialista em medicina fetal Silvia Herrera. Os nutrientes como ácido fólico, vitamina C, cálcio, magnésio, potássio, ferro, entre outros, são considerados essenciais para a saúde da gestante e do feto. Veja aqui quais são as fontes e as doses recomendadas destes nutrientes. 

Obesidade

Por outro lado, mulheres obesas também trazem riscos à duração da gestação. No caso, o dano é maior quando elas já apresentam o índice de massa corporal (IMC) muito acima do aconselhado antes da gravidez. "Há maior risco de existirem quadros como diabetes e hipertensão arterial, que contribuem para a prematuridade", salienta o obstetra Roberto Eduardo Bittar. A alta da pressão arterial, por exemplo, causa um envelhecimento precoce da placenta, impedindo a chegada dos nutrientes para o bebê. 

Álcool

A bebida alcoólica também não tem uma boa relação com a gravidez. "O mecanismo específico de como o álcool causa trabalho de parto prematuro é desconhecido, mas além de aumentar risco de infecções, ele causa o descolamento prematuro de placenta", comenta a obstetra Silvia Herrera. Como se isso não bastasse, esse macronutriente é passado diretamente para o feto na placenta, fazendo com que ele tenha todos os efeitos no sistema circulatório do bebê também. E muitas vezes o hábito de beber também está relacionado à má alimentação. 

Estresse

Hábitos que cultivam o estresse só pioram o risco do trabalho de parto se iniciar antes da hora. E a culpa disso tudo é dos hormônios ativados por esse quadro emocional. "A elevação da noradrenalina e do cortisol, que está presente nesses casos, desencadeia contrações uterinas", ressalta o obstetra Roberto Bittar. Isso porque essas substâncias estão ligadas ao processo hormonal do parto. Por isso mesmo, vale a pena combater esse mal, encontrando pausas de descanso, praticando atividade física e cuidando de si.

Desidratação

A redução de líquido amniótico também pode causar um parto prematuro, até porque é uma condição que prejudica questões o crescimento do feto, como o desenvolvimento de seus pulmões, por exemplo. Muitas vezes essa redução ocorre por algum problema na troca entre a mãe e o bebê, aí não há o que se possa fazer. Mas consumir pouca água também pode ajudar a deixar esse líquido menor. "A ingestão de 2 a 3 litros de água por dia poderia evitar essa redução", ensina a obstetra Silvia Herrera.

Abuso de açúcar

Durante a gestação, a placenta produz hormônios que bloqueiam em parte a ação da insulina no corpo, hormônio que atua na retirada da glicose do sangue. Isso pode gerar um quadro chamado de diabetes gestacional, e consumir grandes quantidades de açúcar, principalmente o de adição, não ajuda em nada na prevenção do problema, que está ligado também a partos prematuros. "Acredita-se que esse excesso de glicose gera um aumento do feto e do líquido amniótico, causando uma extensão do útero. Quando esses músculos se expandem muito, o trabalho de parto pode se desencadear mais cedo, mas isso é apenas uma teoria", ressalta a obstetra Silvia Herrera. 
POR NATHALIE AYRES - PUBLICADO EM 02/05/2013






quinta-feira, 2 de maio de 2013

Dengue na gravidez


O que pode acontecer se eu pegar dengue quando grávida?

Na gravidez, o sistema imunológico fica suprimido, e isso pode agravar o efeito do vírus da dengue. A doença pode ser muito perigosa, causando complicações como hemorragia, convulsões, falência hepática e até a morte. Por isso é essencial preveni-la e tratá-la o quanto antes. 

Na maior parte dos casos, o bebê não é afetado se a mãe pegar dengue durante a gravidez. Mas, se for uma infecção grave, pode levar a complicações como 
parto prematuroe anomalias fetais. A transmissão vertical, ou seja, da mãe para o bebê, ainda está sendo estudada, mas há alguns casos documentados em que ela ocorreu, e o recém-nascido apresentou a doença.

Quais são os sintomas?

A dengue começa com febre alta repentina, dor de cabeça e em torno dos olhos e dor muscular e nas articulações. Entre outros sintomas estão tremores, diarréia, enjôo, perda de apetite, mudanças no paladar, sensibilidade ao toque, vômitos e em alguns casos placas vermelhas na pele. Os sintomas começam três dias depois da picada. 

Como esses sintomas são muito parecidos com os de qualquer outra infecção viral ou com os da gripe, só um exame de sangue específico pode confirmar a presença do vírus da dengue. O resultado, no entanto, não é imediato. 

Por isso o importante é iniciar o tratamento o mais rápido possível, mesmo sem a confirmação do diagnóstico, e especialmente em áreas onde a doença é mais comum.

Como é o tratamento?

O tratamento consiste em amenizar os sintomas, com a reidratação oral ou intravenosa, repouso e manutenção da atividade sanguínea -- o que pode exigir internação hospitalar. A doença dura até dez dias, mas a recuperação pode levar entre duas e quatro semanas.

Se eu tiver dengue, vou ficar imune pelo resto da vida?

Infelizmente não. Existem quatro vírus diferentes da dengue. A infecção causada por um tipo não imuniza para a doença causada pelos outros. 

Além disso, a dengue hemorrágica, versão mais grave da doença, costuma se apresentar em pessoas que já tiveram contato com o vírus da dengue.

Fui diagnosticada com dengue. Posso continuar amamentando?

Pesquisas mostram a presença de anticorpos contra a dengue no leite materno e no colostro, o que indica que amamentar protege seu bebê do vírus, em caso de dengue.

Como evitar a dengue?


Além de combater os focos de mosquito, como poças d'água, onde eles possam se reproduzir, você pode adotar medidas de prevenção como: 

• Usar roupas claras 
• Usar calça comprida e blusa de manga comprida para reduzir a exposição da pele 
• Tentar se manter em áreas mais frescas ou com ar condicionado, já que o mosquito não sobrevive em temperaturas baixas 
• Usar repelentes e mosquiteiros para evitar ser picada